sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Carolina Grazinoli explica porque "sequestrou" a Mala da Fama!


Esta é a foto "clandestina" tirada pelo marido
da "infratora"!
Foi numa tarde ensolarada de setembro que eu e a turma de amigos da - Associação Tributo à Arte e a Liberdade (TRIBAL), nos preparávamos para mais uma apresentação do Tribal Sobre Rodas da Animação e o Caminhão da Cultura, que naquela tarde rumava ia para Arraial do Cabo. Eu guiava a perua que transportava a turma. Como a viagem era pra outra cidade fiz as revisões de pneu, água, óleo, etc... aconselháveis para a estrada. Passei no local de encontro e ainda faltavam alguns amigos; então anunciei que iria abastecer e retornar ao local de partida. 

Alguns se precipitaram em guardar seus pertences pessoais e artísticos para evitar carregar peso, e foi aí que tudo começou: Ela foi parar lá no bagageiro, protegida apenas por uma simples bolsa de pano que disfarçava suas formas e cores. Mas não a mim. Eu sabia que ela estava lá, a “Mala da Fama”, tão formosa e importante, era um sonho que estava perto de se tornar real. Enfim eu iria tirar a minha primeira foto com a tal mala famosa!
Passei no posto de gasolina e minha atenҫão estava totalmente voltada ao bagageiro. Perdi a noҫão, perdi a linha, perdi o bom senso e parti em disparada para minha casa, que se tornou cativeiro naqueles minutos. Buzinei apressada para meu cúmplice, meu marido, e ele abriu o portão, sem muito entender - afinal eu estava a caminho de Arraial, segundo lhe constava  -  e sem mais nem menos apareci ali em casa aflita e ansiosa. E assim foi. Fechamos os portões olhando de soslaio com medo de alguém nos repreender, e então... era chegada a hora!
Falei com arrogância - tom perfeito para os infratores - 
-PEGA A MÁQUINA!!!
Ele sem nada entender ainda:
-Que máquina mulher, o que está acontecendo e o que faz aqui??
Carolina Grazinole, fotografada "legalmente"
com sua filha Gabi e a MALA DA FAMA!
CaNesta hora percebemos que a máquina estava emprestada, o melhor celular e com mais recursos estava sem bateria e minha hora pra buscar o pessoal pra viajar super em cima. O que fazer? Expliquei-lhe a situação e as minhas frustraҫões por ter estado tantas vezes perto da “mala da fama” e não ter conseguido um flashezinho sequer! Ele, meu marido, compadeceu-se de minha triste sina, e providenciou um celular antigo com uma chance mínima de funcionar, para uma tentativa.
E assim foi!!!
Retirei o produto da “infraҫão” da bolsa que a protegia, e com medo que é peculiar dos meliantes, cliquei algumas vezes com poses rápidas e sorriso amarelo de angústia. Nem pude ver o resultado direito. Emabalei-a novamente e saí do cativeiro o mais rápido que pude. O carro morreu algumas vezes resultado de um grande nervosismo, mas cheguei ao local de encontro, peguei a turma e ninguém notou o feito.
Sim seqüestrei a MALA DA FAMA, mas afirmo com toda a veemência que a mesma NÃO foi violada! De forma alguma. Ela continua pura como antes dessa data. Nada de mal aconteceu com ela a não ser a restrição da liberdade por poucos minutos, com a intenção de obter a vantagem de umas fotos.
Sei das conseqüências desse ato infrator, um crime.hediondo, sem lesão corporal, cabível na lei 11.923 de seqüestro relâmpago, podendo eu pegar de 6 meses a 4 anos de reclusão segundo o artigo 158. Ainda assim eu confesso:
TIREI UM FOTO CLANDESTINA COM A MALA DA FAMA!! UHUUUUUL...


Carolina Grazinoli - Professora, capoeirista e Jongueira.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Bruna Blanpain, jovem antenadíssima!

Recém chegada de Portugal, a carioca Bruna Blampain ama cinema e curte instrumentos de percussão. Quando a vimos tirar um som rápido da Mala da Fama, propusemos gravá-la imediatamente, fazendo batucada no nosso curioso “objeto de arte transportável”. Ela gostou da idéia e aceitou a proposta. Foi uma bela e diferente experiência para nós e para ela. O que nos deixou felizes e curiosos.
Vejam que legal, a Mala da Fama, vivendo uma experiência pra lá de inédita em seus 11 anos de história!




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

RELATE AQUI COMO VOCÊ FOI FOTOGRAFADO!





"Objeto de arte Transportável"
Se você   foi fotografado com a Mala da Fama, faça aqui um relato breve dizendo como e em que circunstância você foi abordado com nosso precioso "OBJETO DE ARTE TRANSPORTÁVEL", este dado é importante para registro da memória da MALA DA FAMA!
Desde seu surgimento em 2001 já fotografamos mais de 300 mil pessoas, em fotos individuais, em pequenos e grandes grupos. Descobrir quem são essas pessoas é praticamente impossível mas, você, que foi fotografado e está vendo este blog, aproveite para se identificar e colocar aqui o seu relato de como isso aconteceu contigo.
Ajude-nos a construir a memória e o caminho deste trabalho único e que vem trazendo alegrias para muitas pessoas em todos os lugares por onde passa. Contamos com a sua colaboração.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Mala da Fama no Fesq: Festival de Esquetes de Cabo Frio.

Foi uma experiência única e divertida poder levar a Mala da Fama pela primeira vez a um festival de importância ímpar como é o Fesq. Durante 5 dias a arte do teatro encantou a cidade de Cabo Frio com um dos mais belos eventos do gênero no Brasil.

domingo, 7 de agosto de 2011

Uma Exposição Inesquecível!

Um dos mais belos momentos do projeto Mala da Fama aconteceu neste domingo, dia 07 de Agosto, isso mesmo, um sonho realizado graças ao talento da produtora Lívia Diniz que além de transformar sua casa num verdadeiro templo da arte, não faltou dedicação, carinho e muita transpiração profissional para fazer a Mala da Fama acontecer da forma como já era sonhado por nós.
A exposição realizada no espaço LD teve as fotos expostas em forma de lambe-lambe, sem legenda e em profusão. Apenas o logotipo do projeto, criado por Claudia Tebyriçá e dois pequenos textos explicativos em letras discretas para que realizasse o desejo dos visitantes de saberem em que chão estavam pisando. 
Fora isso, aconteceu o sonho sonhado em 2001 quando o projeto nasceu. Pessoas com suas câmeras fotográficas e seus celulares, fizeram fotos espontâneas para guardar de lembrança além de configurações de duplas, trios e grupos grandes se revesando para fazer fotos. Tudo fluia, desde a visualização dos painéis ao contato com os diversos álbuns que foram dispostos numa antiga mala estilo 007, para surpresa do criador do projeto, Jiddu Saldanha.

domingo, 6 de março de 2011

OS IMENSOS PAINÉIS COM A MALA DA FAMA!

Viajando pelo Brasil, descobri que a Mala da Fama tem um forte signifcado democrático, pois, confere fama às mais diversas personalidades por onde anda. Os Painéis construídos ao longo do tempo, vão dando noção de uma identidade que vai se revelando a cada passo e na construção de seu próprio destino.

A Viagem da Mala pelo lugares mais distantes e em contato com todas as
formas de beleza que encontra pelo caminho!
A Beleza da Mulher Brasileira e a MALA DA FAMA!
MINHA RELAÇÃO COM AS ARTES VISUAIS - E O PORQUE DA MALA DA FAMA!
(Por Jiddu Saldanha)

Para entender bem o que é o Objeto de Arte Transportável, Mala da Fama, é preciso conhecer a trajetória de seu autor, Jiddu Saldanha, dentro das artes visuais e no teatro, no caso, eu. Aqui me explico para aqueles que quiserem conhecer o processo artístico que me levou a criar esta idéia.
Na cidade de Mariana - MG, crianças se acotovelam
para segurar a MALA DA FAMA!
Aprendi técnicas de pintura e colagem com o artista catalão, Xavier Ruaix Durán. Eu o conheci em Curitiba no ano de 1990, neste período, estava fazendo um show de mímica na rua XV de novembro quando ele apareceu. A partir deste dia, surgiu uma grande amizade entre nós e foi neste período, que comecei a me interessar por pintura. Eu costumava passar manhãs inteiras com Xavier, aprendendo técnicas de colagem e ouvindo suas preleções sobre arte contemporânea e a necessidade urgente de criar.
Aprendi pouquíssimas técnicas com Xavier Durán, mas o pouco que aprendi, foi o suficiente para iniciar uma vida também como artista plástico. Quando decidi pintar profissionalmente, a partir de 1998, já no Rio de Janeiro, eu dispunha de um conhecimento precário que funcionaria como pontapé inicial para descobrir empiricamente novas possibilidades. Meu potencial criativo foi aumentando na medida em que fui encarando novos desafios.
Luis Carlos Tourinho e a foto
inaugural com a
Mala da Fama, em 2001
Minha pintura tem estreita relação com o trabalho de mímica que venho desenvolvendo desde 1988. Nos meus quadros, busco o gesto e sua poesia sem me comprometer com o “belo”. A Beleza, para mim, está na expressão verdadeira do ser, a sinceridade e a honestidade são valores que procuro expressar na minha obra.
Busco também, questionar os preconceitos que envolvem a cor, acho o negro, o vermelho e os tons arroxeados repletos de uma poesia que pode despertar os melhores sentimentos humanos. A cor se agiganta conforme o tratamento que damos a ela e quando expressamos o que realmente somos.
Para mim, pintar, fazer colagens ou performances, quer seja no teatro ou nas artes visuais, é tudo uma coisa só. Considero exercício pleno da liberdade de criar, visando, sempre, acrescentar algo para a humanidade. É assim que eu sinto e é desta forma que procuro viver de arte e para a arte.
Em meados do ano 2000 nasceu a Mala da Fama, primeiro como uma “mala colagem” que me acompanharia nos meus espetáculos, tranportando meu pandeiro, minhas luvas e alguns balões para algumas cenas mimo-teatral. Ainda em 2001, quando comecei de forma mais direta com meu trabalho de Contação de Histórias, a Mala serviu para colocar livros e pequenos adereços usados nas cenas.
No parque Ibirapuera, em São Paulo, o ator Vinícius
Della Líbera, faz uma ligeira performance com a
Mala da Fama!
No início de 2001, fui convidado para um Talk Show ao vivo na churracaria Palace, no Rio de Janeiro, pelo jornalista Gustavo Nagib. Naquela noite eu e o ator Luis Carlos Tourinho iríamos responder perguntas da platéia sobre nosso trabalho artístico e foi naquela noite que surgiu a primeira foto com a Mala, entreguei-a nas mão do tourinho e disse que se ele topasse fazer a foto eu teria uma lembrança dele e, de fato, ficou uma grande lembrança no coração.
Depois de fazer algumas fotos no Rio de Janeiro, rumei direto para Curitiba e em seguida para a cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, onde fiz centenas de fotos de escritores e o público que compareceu na Jornada Literária de Passo Fundo. Em seguida rumei para o Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves, também no RS.
A partir daí, a Mala da Fama foi se destacando dos meus projetos e foi virando um objeto independente, engajando-se em seu “site especific” assumindo a condição de Objeto de Arte transportável e hoje, ela já tem 11 anos de existência!